Forro acústico - Controle o som do seu ambiente!

Contate-nos
Categoria:
Notícias

Forros apropriados garantem conforto acústico e inteligibilidade do som nos espaços internos

Usados normalmente para distribuir as instalações de segurança, ar condicionado e iluminação, os forros ganharam outra função e vêm sendo indicados por suas funções termoacústicas. Os modelos chamados de acústicos são aqueles com alto desempenho de absorção sonora. Podem ser feitos de materiais porosos ou fibrosos, perfurados ou ranhurados, rígidos ou semirrígidos, ou de estrutura microcelular.
“Eles proporcionam uma adequada absorção sonora nos ambientes internos, melhorando o tempo de reverberação do som. Também propiciam maior privacidade, atenuando a transmissão do som através do plenum de um ambiente para outro”, explica Mitsuo Yoshimoto, físico do Laboratório de Conforto Ambiental e Sustentabilidade dos Edifícios/Cetac, do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo).
Os forros acústicos devem atuar em conjunto com outros elementos, como pisos e paredes. A recomendação é a de que sejam especificados por profissionais especializados em acústica e já no início do projeto, para que haja uma análise mais ampla e de forma coerente e econômica. “As tentativas de corrigir a acústica de ambientes já construídos normalmente caem em soluções pouco eficazes e muito onerosas”, justifica o professor da Faculdade de Engenharia da Unesp-Bauru, o engenheiro João Candido Fernandes em sua apostila Acústica e ruído.
“Dentre todos os elementos, o teto é a principal área de reflexão dos sons gerados dentro de um ambiente”, lembra a arquiteta Danubia de Lima Grotta em sua dissertação Materiais e técnicas contemporâneas para controle de ruído aéreo em edifícios de escritórios: subsídios para especificações. Além disso, os forros são mais disponíveis para o tratamento acústico que os outros elementos. “Seja por questões estéticas, higiênicas ou até de manutenção”, alega Nelson Solano, arquiteto e consultor de conforto ambiental da Geros.

Controle do Som no ambiente
“Para decidir qual o tratamento adequado, é necessário medir o espectro do ruído e como ele se comporta em todas as faixas de frequência”, recomenda Solano. Já a verificação dos níveis de intensidade sonora e do desempenho aceitável dos espaços é realizada segundo a NBR 10.152 (em revisão), que fixa as condições exigíveis para a avaliação da aceitabilidade do ruído ambiente.
A absorção de som é o principal critério de um produto acústico e a ferramenta para se obter um espaço confortável acusticamente. Os materiais absorventes convertem em calor parte do som que incide sobre eles. A outra parte é refletida de volta ao ambiente. Quanto mais som for absorvido, maior o coeficiente de absorção sonora de um forro. A absorção dos materiais é representada em índices por faixa de frequência, dentro da faixa audível para o ouvido humano.
Os forros também podem apresentar a propriedade de atenuar e articular o som de forma a oferecer privacidade acústica entre dois ambientes adjacentes, principalmente em espaços corporativos, onde o som pode penetrar no plenum e ser transmitido para outras áreas.
Apesar de depender de vários fatores, a qualidade acústica do local pode ser resumida em inteligibilidade do som, ou seja, a porcentagem de som que um ouvinte consegue entender. Uma das causas da falta de inteligibilidade nos espaços é a reverberação. A absorção do som pelo forro acústico é uma das formas de controlar a reverberação e auxilia na uniformização do campo acústico, garantindo a inteligibilidade e o conforto. “Mas o uso de materiais absorventes deve ser encarado com cuidado, pois eles não absorvem igualmente todas as frequências, causando distorções no som”, alerta Fernandes. Se a preocupação é a conversa, os níveis padrão de absorção sonora serão entre 500 Hz a 4.000 Hz. Para a absorção de ruídos de baixa frequência, como o ronco de um motor com frequência abaixo de 500 Hz, deve-se buscar um produto que apresente bom desempenho nessa faixa.

O forro ideal
“Hoje há forros testados, certificados e com garantia que alcançam até 90% de absorção acústica”, afirma Solano. Para a escolha do forro, é necessário conhecer a função que o espaço irá cumprir, os níveis máximos de ruído recomendados e de que forma se comporta o espectro do ruído interno.
O desempenho dos forros varia de acordo com sua espessura, montagem e acabamento. “A absorção sonora depende muito da altura do plenum e do acabamento aplicado na placa”, explica Yoshimoto.
O uso mais comum do forro acústico acontece em espaços corporativos, principalmente em open space, como forma de organizar o som interno e propiciar maior conforto.
Segundo estudos realizados pela Armstrong, o impacto do ruído em escritórios panorâmicos é significativo, e pode ser corrigido com um bom projeto de acústica. Está comprovado que o ruído das conversas e dos equipamentos reduz a efetividade do trabalho e o nível de satisfação dos empregados, que o identificam como o principal fator causador de stress, distração e perda de produtividade.
Apesar da popularização do forro acústico ainda há espaços como restaurantes e salas de aula que não se beneficiam das qualidades do produto ou onde são aplicados de forma errada. “O forro de gesso liso é usado erroneamente em restaurantes e escritórios criando verdadeiros hospícios acústicos”, revela Solano, para quem a carência de tratamento nas salas de aula é mais problemática. “Afeta o rendimento, o aprendizado e a sociabilidade da criança”, afirma.

Ao escolher o forro acústico, considere os fatores:

  •  Tipo de ocupação
  •  Ambiente a construir ou construído
  •  Propriedades termoacústicas
  •  Resistência ao fogo
  •  Sistema de suspensão e fixação
  •  Influência da absorção na isolação do som, associada à isolação térmica, tratando-se de entreforros
  •  Soluções de piso, paredes e áreas imediatamente acima dos ambientes em uso
  •  Interferências no tempo de reverberação, na difração e na reflexão do som
  •  Atendimento às normas ambientais
  •  Compatibilização com coberturas, pé-direito e iluminação
  •  Facilidades de instalação, manutenção e reposição de peças
  •  Modulações, cores e padrões
  • Grau de sustentabilidade do material

Em escritórios panorâmicos

  • Absorção sonora na faixa crítica da fala
  • Diferentes áreas, diferentes soluções
  • Limitação do som intruso entre espaços
  • Melhora da qualidade do som no interior

Fonte: www.au.pini.com.br